Armas eram compradas de fornecedores europeus e vendidas por empresa paraguaia.
A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (5) uma operação contra um grupo suspeito de entregar 43 mil armas para os chefes das maiores facções do país — Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho —, movimentando R$ 1,2 bilhão.
São cumpridos 25 mandados de prisão preventiva, seis de prisão temporária e 52 mandados de busca e apreensão em três países: Brasil, Estados Unidos e Paraguai — onde está o principal alvo da operação (veja foto mais abaixo), Diego Hernan Dirísio, que ainda não foi encontrado.
Dirísio é considerado pela PF o maior contrabandista de armas da América do Sul.
Até a última atualização desta reportagem:
- 5 envolvidos no crime foram presos no Brasil;
- 14 no Paraguai; sendo que um deles já estava preso.
(CORREÇÃO: ao publicar esta reportagem, o g1 errou ao informar que 6 pessoas envolvidas no crime foram presas no Brasil e 13 no Paraguai. Na verdade, 5 foram presas no Brasil e 14, no Paraguai – uma das quais já estava detida. A reportagem foi corrigida, 12h49, desta terça-feira, 5).
A Justiça da Bahia, que conduz a operação, determinou que os alvos de prisão que estiverem no exterior sejam incluídos na lista vermelha da Interpol e que, se forem presos, sejam extraditados para o Brasil.
PF faz operação contra suspeitos de entregar 43 mil armas para facções brasileiras
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Diego Hernan Dirísio é o principal alvo da operação, que está no Paraguai, mas ainda não foi localizado — Foto: Investigação internacional
A investigação começou em 2020, quando pistolas e munições foram apreendidas no interior da Bahia. As armas estavam com o número de série raspado, mas, por meio de perícia, a PF conseguiu obter as informações e avançar na investigação.
Três anos mais tarde, a cooperação internacional que resultou na operação desta terça indica que um homem argentino, dono de uma empresa chamada IAS, com sede no Paraguai, comprava pistolas, fuzis, rifles, metralhadoras e munições de fabricantes de países como Croácia, Turquia, República Tcheca e Eslovênia.
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Maior contrabandista de armas da América do Sul — Foto: Investigação internacional


Fonte: G1
By: miradouronoticias.com.br