{"id":26204,"date":"2024-10-26T12:09:50","date_gmt":"2024-10-26T15:09:50","guid":{"rendered":"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/?p=26204"},"modified":"2024-10-26T12:09:50","modified_gmt":"2024-10-26T15:09:50","slug":"populacao-lgbtqia-denuncia-mais-casos-de-violencia-no-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/2024\/10\/26\/populacao-lgbtqia-denuncia-mais-casos-de-violencia-no-pais\/","title":{"rendered":"Popula\u00e7\u00e3o LGBTQIA+ denuncia mais casos de viol\u00eancia no pa\u00eds"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-26205\" src=\"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/bandeira_lgbt_0-300x179.webp\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"179\" srcset=\"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/bandeira_lgbt_0-300x179.webp 300w, https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/bandeira_lgbt_0-1024x613.webp 1024w, https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/bandeira_lgbt_0-768x459.webp 768w, https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/bandeira_lgbt_0.webp 1170w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<header id=\"header-site\" class=\"header-site full-width rel-position\">\n<div class=\"header-veiculo full-width\">\n<aside id=\"nav-menu-mobile\" class=\"nav-menu-mobile\">\n<div class=\"search-container full-width\" style=\"text-align: center;\"><input id=\"pesquisa-ebc\" class=\"search-bar\" type=\"text\" placeholder=\"Digite o termo da busca\" \/><button id=\"search-button\" class=\"search-button\" aria-label=\"Buscar\"><\/button><span style=\"color: #000000; font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: 13.3333px; background-color: #efefef;\">O <\/span><\/span>volume de den\u00fancias de casos de LGBTQIA+fobia saltou nos \u00faltimos anos. Segundo dados do Disque 100, servi\u00e7o do Minist\u00e9rio dos Direitos Humanos e Cidadania (MDHC), que documenta viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos, 5.741 casos foram registrados at\u00e9 setembro deste ano. No ano anterior, foram feitas 6.070 den\u00fancias, 2.122 a mais que em 2022 (3.948).<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1616783&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1616783&amp;o=node\" \/><\/div>\n<\/aside>\n<\/div>\n<\/header>\n<p><main class=\"main-site\"><\/p>\n<div class=\"region region-content\">\n<div id=\"block-system-main\" class=\"block block-system\">\n<div class=\"content\">\n<div id=\"panel\" class=\"container-noticia rel-position\">\n<div id=\"node-1616783\" class=\"node node-conteudo clearfix\">\n<div class=\"conteudo-noticia\">\n<p>Boa parte dos registros de viol\u00eancia foi feita por homens\u00a0<em>gays<\/em>, embora pessoas transexuais e travestis tenham sido as principais v\u00edtimas de agress\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cEste n\u00e3o \u00e9 um dado novo. Quando olhamos, por exemplo, a Pesquisa Nacional de Sa\u00fade [PNS] de 2019, j\u00e1 t\u00ednhamos uma preval\u00eancia de viol\u00eancia contra a popula\u00e7\u00e3o LGBTQIA+, sobretudo contra as mulheres\u201d, afirma o professor do Departamento de Enfermagem de Sa\u00fade P\u00fablica da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) Ricardo de Mattos Russo.<\/p>\n<p>Para Russo, o aumento do n\u00famero de den\u00fancias pode ser explicado pela postura mais afirmativa das pessoas LGBTQIA+ e pelo reconhecimento das viola\u00e7\u00f5es de direitos enfrentadas. \u201cEstamos vivendo um momento pol\u00edtico em que existe o confronto entre a pr\u00e1tica de resist\u00eancia de alguns grupos, com suas identidades, contra aquilo que chamamos de sociedade tradicional. Este \u00e9 um ponto crucial, inclusive que estimula a pol\u00edtica de \u00f3dio no Brasil.\u201d<\/p>\n<p>Quanto ao perfil dos denunciantes, homens\u00a0<em>gays<\/em>\u00a0e brancos entre 20 e 40 anos s\u00e3o respons\u00e1veis pela maioria dos registros de LGBTQIA+fobia. Na avalia\u00e7\u00e3o da professora do Departamento de Direito Privado da UFF Carla Appollin\u00e1rio de Castro, a predomin\u00e2ncia desse grupo ocorre porque s\u00e3o estas as pessoas compreendidas como sujeitos de direitos. \u201cA maioria das v\u00edtimas de viol\u00eancia no Brasil, de acordo com outros relat\u00f3rios, s\u00e3o mulheres trans e travestis, mas, normalmente, essas pessoas n\u00e3o se veem no lugar de cidad\u00e3s que podem reivindicar os seus direitos, porque j\u00e1 est\u00e3o habituadas a uma vida de exclus\u00e3o e opress\u00e3o\u201d, diz.<\/p>\n<h2>Viol\u00eancias<\/h2>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-grande_6colunas type-image atom-align-left\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><img decoding=\"async\" title=\"T\u00e2nia R\u00eago\/Ag\u00eancia Brasil\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/dvEK9IhlE6hzaYpyZERaxzB4pu0=\/463x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2024\/10\/18\/_rbr3101.jpg?itok=-vObizac\" alt=\"Rio de Janeiro (RJ), 17\/10\/2024 - Ariela Nascimento, estudante de Ci\u00eancias Sociais na UFF, ativista, assessora da vereadora de Niteroi, Benny Briolly. V\u00edtima de LGBTQIA+fobia em maio deste ano. Foto: T\u00e2nia R\u00eago\/Ag\u00eancia Brasil\" \/><\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<h6 class=\"meta\">A estudante da Universidade Federal Fluminense Ariela Nascimento, que foi agredida em maio em Cabo Rio &#8211;\u00a0<strong>T\u00e2nia R\u00eago\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/h6>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Em maio deste ano, a ativista e estudante de ci\u00eancias sociais na Universidade Federal Fluminense (UFF) Ariela Nascimento desfrutava de um momento de afeto com o namorado, Bruno Henrique, em um bar na cidade de Cabo Frio, na Regi\u00e3o dos Lagos, quando escutou de um cliente a frase: \u201cOlha l\u00e1, o cara com um traveco\u201d. \u201cQuestionei o fato dessa fala ser uma frase muito transf\u00f3bica. Imediatamente ele pagou a conta e se retirou do bar\u201d, recorda a tamb\u00e9m assessora parlamentar da vereadora Benny Briolly (PSOL), uma das 26 pessoas transexuais eleitas no pleito municipal deste ano.<\/p>\n<p>Pouco tempo depois, Ariela e o namorado, tamb\u00e9m uma pessoa trans, decidiram sair do bar. No entanto, a alguns quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia, encontraram a pessoa respons\u00e1vel pela ofensa, que aguardava com mais quatro homens, todos portando peda\u00e7os de madeira. \u201cCome\u00e7aram a me agredir. Eu n\u00e3o conseguia enxergar nada, s\u00f3 conseguia escutar eles falando: &#8216;vamos pegar, \u00e9 isso, d\u00e1 mais&#8217;\u201d, relembra. Embora n\u00e3o fosse o alvo da agress\u00e3o por n\u00e3o ter sido interpretado como uma pessoa transexual naquele momento, Bruno tamb\u00e9m foi atacado. Apenas quando os agressores voltaram a aten\u00e7\u00e3o novamente para Ariela \u00e9 que o rapaz encontrou uma brecha para correr at\u00e9 a moto do casal.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o consigo entender o que levou esse homem a ter um \u00f3dio t\u00e3o grande, a ponto de me violentar\u201d, lembra a ativista, em entrevista \u00e0\u00a0<strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>. \u201cCom muita for\u00e7a, consegui me levantar, mas eles continuaram me batendo, e eu criando for\u00e7as para me levantar e encontrar o Bruno. Tentei abrir os olhos, e, mesmo enxergando tudo emba\u00e7ado, consegui ver que tinha uma moto ali. Tentei ir na dire\u00e7\u00e3o dela, mas eles continuaram me batendo, e eu ca\u00ed de novo. N\u00e3o sei qual for\u00e7a estava me protegendo naquele momento para eu sair dali viva, mas consegui me levantar mais uma vez e subir na moto do Bruno.\u201d<\/p>\n<p>Com ajuda da jornalista e pesquisadora Sara Wagner York, o casal seguiu para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Cabo Frio, na Avenida V\u00edtor Rocha, mas a situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia n\u00e3o terminou na agress\u00e3o f\u00edsica. \u201cAp\u00f3s esse epis\u00f3dio horr\u00edvel, fui ao hospital em busca de ajuda e suporte com Sara Wagner York, que me recolheu do local onde eu havia sido agredida e me deu apoio inicialmente, mas, de manh\u00e3, fui confrontada com mais transfobia\u201d, publicou\u00a0Ariela em seu perfil no Instagram na \u00e9poca. \u201cAngel [amiga de Ariela], que veio me dar suporte em conjunto com o centro de cidadania e a superintend\u00eancia do munic\u00edpio, foi tratada com desrespeito e neglig\u00eancia pela equipe m\u00e9dica, que se recusou a fornecer as informa\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para que ela pudesse prestar queixa juntamente a mim e denunciar o ocorrido, e ainda foi agredida junto ao meu namorado por um seguran\u00e7a do hospital enquanto tentava encontrar meios de me ajudar a conseguir justi\u00e7a para a situa\u00e7\u00e3o toda.\u201d<\/p>\n<h2>N\u00fameros<\/h2>\n<p>Segundo o Observat\u00f3rio Nacional dos Direitos Humanos (ObservaDH), tamb\u00e9m do MDHC, 11.120 pessoas LGBTQIA+ foram v\u00edtimas de algum tipo de agress\u00e3o em fun\u00e7\u00e3o da orienta\u00e7\u00e3o sexual ou da identidade de g\u00eanero em 2022. Pessoas transexuais e travestis correspondem \u00e0 maioria dos casos (38,5%). Casos de viol\u00eancias f\u00edsica (7.792), psicol\u00f3gica (3.402) e sexual (3.669) lideram as estat\u00edsticas.<\/p>\n<p>Agress\u00f5es como essas s\u00e3o motivadas, principalmente, por situa\u00e7\u00f5es de intoler\u00e2ncia, discrimina\u00e7\u00e3o e ignor\u00e2ncia, sendo os homens os principais agressores apontados pelos processos judiciais em casos de LGBTQIA+fobia. \u201cO que diz respeito \u00e0 vida \u00edntima das pessoas n\u00e3o deveria nos incomodar, mas muitos tomam isso como refer\u00eancia constitutiva da pessoa; da\u00ed vem a discrimina\u00e7\u00e3o\u201d, afirma a pesquisadora Carla Appollin\u00e1rio de Castro. \u201c\u00c0s vezes, identificamos tamb\u00e9m aspectos religiosos incidindo sobre a viv\u00eancia e a conviv\u00eancia das pessoas LGBTQIA+, o que acaba agravando o quadro de exclus\u00e3o social.\u201d<\/p>\n<p>Para a professora, outra informa\u00e7\u00e3o relevante \u00e9 que, em muitos casos, as agress\u00f5es partem de membros da fam\u00edlia ou de pessoas pr\u00f3ximas. Conforme o ObservaDH, o agressor \u00e9 algu\u00e9m conhecido da v\u00edtima, como ex-companheiros ou namorados, em 30% dos casos, enquanto amigos ou conhecidos s\u00e3o respons\u00e1veis por 17,7% das situa\u00e7\u00f5es de viol\u00eancia. \u201cAssim como as mulheres, as pessoas LGBTQIA+ s\u00e3o vistas como indiv\u00edduos que n\u00e3o det\u00eam autonomia. Ent\u00e3o, a sociedade acha que tem o poder de vida e de determina\u00e7\u00e3o sobre n\u00f3s e nossos corpos. \u00c9 do entendimento que n\u00e3o somos aut\u00f4nomas e que essas pessoas podem determinar como pensamos, como nos constitu\u00edmos como indiv\u00edduos e o que fazemos. Da\u00ed vem a viol\u00eancia no ambiente familiar.\u201d<\/p>\n<p>No ano passado, o Dossi\u00ea Assassinatos e Viol\u00eancias contra Travestis e Transexuais Brasileiras, elaborado pela Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), revelou que 145 pessoas morreram v\u00edtimas de transfobia no Brasil. A maioria (93,7%) foram mulheres trans, negras (78,7%), com at\u00e9 35 anos (79%), e moradoras das periferias dos grandes centros urbanos. O uso de armas de fogo foi identificado em 46% dos registros, mas tamb\u00e9m \u00e9 comum que as mortes sejam resultado de espancamento, apedrejamento, estrangulamento, pauladas, degola ou ateamento de fogo (30%). De acordo com o documento, muitos dos casos aconteceram com uso excessivo de viol\u00eancia e requintes de crueldade.<\/p>\n<p>O dossi\u00ea tamb\u00e9m identificou que as v\u00edtimas de 57% dos assassinatos eram profissionais do sexo. Para Ricardo Russo, este \u00e9 um dado que leva diretamente \u00e0 reflex\u00e3o sobre a aus\u00eancia de oportunidades para as mulheres transexuais e travestis. \u201cEssas s\u00e3o pessoas que, em geral, foram expulsas de casa, sofreram viol\u00eancia no ambiente escolar e foram exclu\u00eddas de um conjunto de oportunidades. Uma parte dessas pessoas acaba atuando como profissionais do sexo, n\u00e3o necessariamente por desejo, mas porque este acaba sendo um nicho de oportunidades\u201d, observa. \u201cIsso tamb\u00e9m explica porque parte expressiva dessa viol\u00eancia \u00e9 produzida por parceiros \u00edntimos, seja em relacionamentos, seja por parceiros ocasionais. Os pr\u00f3prios parceiros tamb\u00e9m as assassinam.\u201d<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-grande_6colunas type-image atom-align-right\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><img decoding=\"async\" title=\"Tomaz Silva\/Ag\u00eancia Brasil\/Arquivo\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/BTg3J3hxTUhMqmmhgduyp5RrxyU=\/463x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/atoms\/image\/966701-06072015-_dsc3042.jpg?itok=DM9l6wPb\" alt=\"O superintendente de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos, Cl\u00e1udio Nascimento, durante a posse dos novos integrantes do Grupo de Trabalho de Enfrentamento \u00e0 Intoler\u00e2ncia Religiosa no Rio.\nFoto: Tomaz Silva\/Ag\u00eancia Brasil\/Arquivo\" \/><\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<h6 class=\"meta\">Cl\u00e1udio Nascimento destaca que cor e classe tamb\u00e9m contribuem para a exclus\u00e3o de pessoas LGBTQIA+ &#8211;\u00a0<strong>Tomaz Silva\/Arquivo\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/h6>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Diretor da Alian\u00e7a Nacional LGBTI+ e presidente do Grupo Arco-\u00cdris de Cidadania LGBT+, Cl\u00e1udio Nascimento Silva ressalta a import\u00e2ncia de pensar elementos como ra\u00e7a, origem e situa\u00e7\u00e3o socioecon\u00f4mica ao avaliar as diferentes viol\u00eancias enfrentadas pela popula\u00e7\u00e3o LGBTQIA+, fatores fundamentais tanto na an\u00e1lise dos dados de discrimina\u00e7\u00e3o quanto no enfrentamento \u00e0 discrimina\u00e7\u00e3o. \u201cQuando pensamos a viol\u00eancia contra a comunidade LGBTQIA+, temos que trazer um elemento importante para essa conversa que \u00e9 a interseccionalidade, ou seja, como olhamos para os indiv\u00edduos e percebemos que, al\u00e9m da orienta\u00e7\u00e3o sexual e da identidade de g\u00eanero, existem recortes que contribuem ainda mais para a exclus\u00e3o dessas pessoas, que s\u00e3o os marcadores de cor, de classe social e de territ\u00f3rio. Tudo isso interfere, porque quanto mais se somam esses marcadores de exclus\u00e3o, mais a pessoa sofre preconceito e discrimina\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<h2>Lei<\/h2>\n<p>Apesar de ter sido a primeira vez que enfrentou uma situa\u00e7\u00e3o de agress\u00e3o f\u00edsica, o ataque sofrido em maio n\u00e3o foi o primeiro epis\u00f3dio de viol\u00eancia que Ariela viveu. \u201cCom muita honestidade, acho que n\u00f3s, enquanto pessoas trans, sofremos viol\u00eancia em todos os espa\u00e7os, mas posso dizer com muita firmeza que foi a primeira em que sofri ao ponto de achar que perderia a vida.\u201d Ao denunciar a situa\u00e7\u00e3o, Ariela conta que foi chamada para uma s\u00e9rie de procedimentos, incluindo um reconhecimento fotogr\u00e1fico, mas que n\u00e3o conseguiu identificar o culpado e depois n\u00e3o foi mais informada sobre o andamento do caso.<\/p>\n<p>\u201cDigo at\u00e9 que este \u00e9 outro tipo de viol\u00eancia. Sei que h\u00e1 um tempo de demora da Justi\u00e7a, mas acredito que isso tem se dado pelo fato de o caso n\u00e3o estar mais sendo levado com tanta seriedade, at\u00e9 mesmo pelo tempo que passou\u201d, reflete. \u201cA\u00ed tem a minha responsabilidade e o meu compromisso com aquilo que busco diariamente para defender a popula\u00e7\u00e3o LGBTQIA+, que \u00e9 n\u00e3o deixar que esse caso morra, que deixe de existir, porque existiu, aconteceu. Ent\u00e3o, precisamos dar uma resposta, n\u00e3o s\u00f3 para o que aconteceu comigo, mas para apontar de novo sobre o pa\u00eds em que vivemos, que ainda \u00e9 o que mais mata a popula\u00e7\u00e3o LGBTQIA+.\u201d<\/p>\n<p>Diante das situa\u00e7\u00f5es de viola\u00e7\u00e3o de direitos, em 2019, o Supremo Tribunal Federal (STF) equiparou a LGBTQIA+fobia ao racismo, criminalizando a discrimina\u00e7\u00e3o por orienta\u00e7\u00e3o sexual e identidade de g\u00eanero. No mesmo julgamento, foi decidido que crimes motivados por homofobia ou transfobia seriam considerados hediondos. J\u00e1 em caso de homic\u00eddio doloso \u2014 quando \u00e9 comprovado que o agressor teve a inten\u00e7\u00e3o de matar \u2014, o crime passa a ser qualificado por configurar motivo torpe. A decis\u00e3o tem validade at\u00e9 que o Congresso Nacional edite legisla\u00e7\u00e3o espec\u00edfica para punir crimes associados \u00e0 LGBTQIA+fobia.<\/p>\n<p>Em 2023, a norma foi atualizada, e ofensas dirigidas \u00e0 comunidade passaram a ser enquadradas como inj\u00faria racial. O crime passou a ser imprescrit\u00edvel, e o agressor n\u00e3o tem direito a fian\u00e7a ou a limite de tempo para responder judicialmente, podendo ser preso. \u201cViemos de um movimento de luta e de reconhecimento de direitos que n\u00e3o come\u00e7a agora. Em 2019, o STF criminalizou a LGBTQIA+fobia e a equiparou ao crime de racismo. O problema \u00e9 que, no campo jur\u00eddico, havia duas legisla\u00e7\u00f5es, uma de racismo e outra de inj\u00faria racial\u201d, lembra Carla Castro.<\/p>\n<p>O racismo, explica a professora, era compreendido como uma forma de discrimina\u00e7\u00e3o contra um conjunto de pessoas em raz\u00e3o da identidade racial, enquanto a inj\u00faria racial era compreendida como uma forma de discrimina\u00e7\u00e3o individual. Essa ofensa individual praticada com frequ\u00eancia, entretanto, n\u00e3o poderia ser caracterizada apenas como um caso isolado de viol\u00eancia. Assim, a lei foi alterada, equiparando ambas as situa\u00e7\u00f5es. \u201cO racismo \u00e9 um crime inafian\u00e7\u00e1vel, imprescrit\u00edvel e impass\u00edvel de indulto ou gra\u00e7a, de acordo com a Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988. Ent\u00e3o, essa \u00e9 uma tentativa da sociedade de sinalizar que existem viol\u00eancias praticadas contra certos grupos, que, no momento passado, j\u00e1 discutimos isso social e coletivamente e dissemos que n\u00e3o \u00edamos mais tolerar. Agora, estamos reivindicando a intoler\u00e2ncia com a intoler\u00e2ncia.\u201d<\/p>\n<p>Apenas a lei, no entanto, n\u00e3o tem potencial para transformar a sociedade. \u201cA medida punitiva \u00e9 uma medida necess\u00e1ria, inclusive para podermos estabelecer normas de conduta\u201d, afirma Russo, que tamb\u00e9m refor\u00e7a a necessidade de construir outras a\u00e7\u00f5es: \u201cFalta um olhar mais espec\u00edfico para uma legisla\u00e7\u00e3o que contenha n\u00e3o apenas a puni\u00e7\u00e3o, mas, sobretudo, o debate sobre orienta\u00e7\u00e3o sexual e identidade de g\u00eanero desde o in\u00edcio, porque, se o g\u00eanero \u00e9 uma constru\u00e7\u00e3o social, conseguimos fazer outra constru\u00e7\u00e3o onde possamos nos reconhecer nas m\u00faltiplas identidades.\u201d<\/p>\n<p>Elaborar diferentes a\u00e7\u00f5es para lidar com a discrimina\u00e7\u00e3o e o preconceito em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 orienta\u00e7\u00e3o sexual tamb\u00e9m inclui medidas para lidar com os impactos da LGBTQIA+fobia, sobretudo da viol\u00eancia psicol\u00f3gica, como traz Ariela Nascimento. \u201cEla vai gerar uma s\u00e9rie de aspectos negativos para a sa\u00fade mental do indiv\u00edduo, como o medo de andar pelas ruas e de ter que se defender e defender seus direitos. A pessoa se torna muita mais vulner\u00e1vel; ent\u00e3o, a discrimina\u00e7\u00e3o tem efeitos direitos na autoestima e na maneira como a pessoa se coloca no mundo, porque ela acaba ficando mais insegura.\u201d<\/p>\n<p>\u201cTenho medo, todos os dias, de sair de casa e ir para o trabalho, porque n\u00e3o sei o que pode acontecer. Isso me assusta muito e, por mais que eu tenha cuidado disso, n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil\u201d, lamenta Ariela. \u201cMesmo assim, n\u00e3o quero que as pessoas olhem para mim e me vejam s\u00f3 pelo lugar da dor ou da viol\u00eancia. Quero que as pessoas entendam tamb\u00e9m o outro lado, que \u00e9 ser uma travesti, estudante de uma universidade federal e assessora parlamentar, que est\u00e1 na luta em defesa dos direitos humanos e tem uma medida cautelar garantida pela Comiss\u00e3o Interamericana de Direitos Humanos, responsabilizando o Estado brasileiro pela minha vida.\u201d<\/p>\n<p>Em 2022, a Comiss\u00e3o Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), \u00f3rg\u00e3o da Organiza\u00e7\u00e3o dos Estados Americanos (OEA), emitiu a Resolu\u00e7\u00e3o 34\/22, garantindo medidas cautelares a favor da vereadora Benny Briolly, inclu\u00edda no Programa de Prote\u00e7\u00e3o a Defensores de Direitos Humanos, e aos integrantes de sua equipe. O documento destaca que \u201cap\u00f3s analisar as alega\u00e7\u00f5es de fato e direito fornecidas pelas partes, a comiss\u00e3o considera que as informa\u00e7\u00f5es apresentadas demonstram\u00a0<em>prima facie<\/em>\u00a0[\u00e0 primeira vista] que a proposta benefici\u00e1ria se encontra em uma situa\u00e7\u00e3o grave e urgente, pois seus direitos \u00e0 vida e integridade pessoal est\u00e3o em risco de danos irrepar\u00e1veis\u201d. Com isso, por decis\u00e3o da CIDH, o Brasil deve adotar medidas para proteger a vida e a integridade pessoal da parlamentar e de tr\u00eas membros da sua equipe de trabalho, entre os quais, Ariela.<\/p>\n<p><em>By: miradouronoticias.com.br\/ ag\u00eancia Brasil*Estagi\u00e1ria sob supervis\u00e3o de Vin\u00edcius Lisboa<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><\/main><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O volume de den\u00fancias de casos de LGBTQIA+fobia saltou nos \u00faltimos anos. Segundo dados do Disque 100, servi\u00e7o do Minist\u00e9rio dos Direitos Humanos e Cidadania (MDHC), que documenta viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos, 5.741 casos foram registrados at\u00e9 setembro deste ano. No ano anterior, foram feitas 6.070 den\u00fancias, 2.122 a mais que em 2022 (3.948). Boa [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":26205,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-26204","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaque-principal"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.2 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Popula\u00e7\u00e3o LGBTQIA+ denuncia mais casos de viol\u00eancia no pa\u00eds - Miradouro Not\u00edcias<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/2024\/10\/26\/populacao-lgbtqia-denuncia-mais-casos-de-violencia-no-pais\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Popula\u00e7\u00e3o LGBTQIA+ denuncia mais casos de viol\u00eancia no pa\u00eds - Miradouro Not\u00edcias\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"O volume de den\u00fancias de casos de LGBTQIA+fobia saltou nos \u00faltimos anos. Segundo dados do Disque 100, servi\u00e7o do Minist\u00e9rio dos Direitos Humanos e Cidadania (MDHC), que documenta viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos, 5.741 casos foram registrados at\u00e9 setembro deste ano. No ano anterior, foram feitas 6.070 den\u00fancias, 2.122 a mais que em 2022 (3.948). Boa [&hellip;]\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/2024\/10\/26\/populacao-lgbtqia-denuncia-mais-casos-de-violencia-no-pais\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Miradouro Not\u00edcias\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2024-10-26T15:09:50+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/bandeira_lgbt_0.webp\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"1170\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"700\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/webp\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Cl\u00e1udia Olyver\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Cl\u00e1udia Olyver\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"15 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/2024\/10\/26\/populacao-lgbtqia-denuncia-mais-casos-de-violencia-no-pais\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/2024\/10\/26\/populacao-lgbtqia-denuncia-mais-casos-de-violencia-no-pais\/\"},\"author\":{\"name\":\"Cl\u00e1udia Olyver\",\"@id\":\"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/#\/schema\/person\/73440d8c82222950df86f3e1a16aad3b\"},\"headline\":\"Popula\u00e7\u00e3o LGBTQIA+ denuncia mais casos de viol\u00eancia no pa\u00eds\",\"datePublished\":\"2024-10-26T15:09:50+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/2024\/10\/26\/populacao-lgbtqia-denuncia-mais-casos-de-violencia-no-pais\/\"},\"wordCount\":2619,\"commentCount\":0,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/#organization\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/2024\/10\/26\/populacao-lgbtqia-denuncia-mais-casos-de-violencia-no-pais\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/bandeira_lgbt_0.webp\",\"articleSection\":[\"Destaque Principal\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/2024\/10\/26\/populacao-lgbtqia-denuncia-mais-casos-de-violencia-no-pais\/#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/2024\/10\/26\/populacao-lgbtqia-denuncia-mais-casos-de-violencia-no-pais\/\",\"url\":\"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/2024\/10\/26\/populacao-lgbtqia-denuncia-mais-casos-de-violencia-no-pais\/\",\"name\":\"Popula\u00e7\u00e3o LGBTQIA+ denuncia mais casos de viol\u00eancia no pa\u00eds - Miradouro Not\u00edcias\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/2024\/10\/26\/populacao-lgbtqia-denuncia-mais-casos-de-violencia-no-pais\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/2024\/10\/26\/populacao-lgbtqia-denuncia-mais-casos-de-violencia-no-pais\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/bandeira_lgbt_0.webp\",\"datePublished\":\"2024-10-26T15:09:50+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/2024\/10\/26\/populacao-lgbtqia-denuncia-mais-casos-de-violencia-no-pais\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/2024\/10\/26\/populacao-lgbtqia-denuncia-mais-casos-de-violencia-no-pais\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/2024\/10\/26\/populacao-lgbtqia-denuncia-mais-casos-de-violencia-no-pais\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/bandeira_lgbt_0.webp\",\"contentUrl\":\"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/bandeira_lgbt_0.webp\",\"width\":1170,\"height\":700},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/2024\/10\/26\/populacao-lgbtqia-denuncia-mais-casos-de-violencia-no-pais\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Popula\u00e7\u00e3o LGBTQIA+ denuncia mais casos de viol\u00eancia no pa\u00eds\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/#website\",\"url\":\"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/\",\"name\":\"Miradouro Not\u00edcias\",\"description\":\"Informa\u00e7\u00f5es da cidade e regi\u00e3o\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/#organization\",\"name\":\"Miradouro Not\u00edcias\",\"url\":\"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/#\/schema\/logo\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/logomarcamiradouronoticias.png\",\"contentUrl\":\"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/logomarcamiradouronoticias.png\",\"width\":747,\"height\":263,\"caption\":\"Miradouro Not\u00edcias\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/#\/schema\/logo\/image\/\"}},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/#\/schema\/person\/73440d8c82222950df86f3e1a16aad3b\",\"name\":\"Cl\u00e1udia Olyver\",\"sameAs\":[\"http:\/\/www.miradouronoticias.com\"],\"url\":\"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/author\/claudia\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Popula\u00e7\u00e3o LGBTQIA+ denuncia mais casos de viol\u00eancia no pa\u00eds - Miradouro Not\u00edcias","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/2024\/10\/26\/populacao-lgbtqia-denuncia-mais-casos-de-violencia-no-pais\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Popula\u00e7\u00e3o LGBTQIA+ denuncia mais casos de viol\u00eancia no pa\u00eds - Miradouro Not\u00edcias","og_description":"O volume de den\u00fancias de casos de LGBTQIA+fobia saltou nos \u00faltimos anos. Segundo dados do Disque 100, servi\u00e7o do Minist\u00e9rio dos Direitos Humanos e Cidadania (MDHC), que documenta viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos, 5.741 casos foram registrados at\u00e9 setembro deste ano. No ano anterior, foram feitas 6.070 den\u00fancias, 2.122 a mais que em 2022 (3.948). Boa [&hellip;]","og_url":"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/2024\/10\/26\/populacao-lgbtqia-denuncia-mais-casos-de-violencia-no-pais\/","og_site_name":"Miradouro Not\u00edcias","article_published_time":"2024-10-26T15:09:50+00:00","og_image":[{"width":1170,"height":700,"url":"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/bandeira_lgbt_0.webp","type":"image\/webp"}],"author":"Cl\u00e1udia Olyver","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"Cl\u00e1udia Olyver","Est. tempo de leitura":"15 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/2024\/10\/26\/populacao-lgbtqia-denuncia-mais-casos-de-violencia-no-pais\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/2024\/10\/26\/populacao-lgbtqia-denuncia-mais-casos-de-violencia-no-pais\/"},"author":{"name":"Cl\u00e1udia Olyver","@id":"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/#\/schema\/person\/73440d8c82222950df86f3e1a16aad3b"},"headline":"Popula\u00e7\u00e3o LGBTQIA+ denuncia mais casos de viol\u00eancia no pa\u00eds","datePublished":"2024-10-26T15:09:50+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/2024\/10\/26\/populacao-lgbtqia-denuncia-mais-casos-de-violencia-no-pais\/"},"wordCount":2619,"commentCount":0,"publisher":{"@id":"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/#organization"},"image":{"@id":"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/2024\/10\/26\/populacao-lgbtqia-denuncia-mais-casos-de-violencia-no-pais\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/bandeira_lgbt_0.webp","articleSection":["Destaque Principal"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/2024\/10\/26\/populacao-lgbtqia-denuncia-mais-casos-de-violencia-no-pais\/#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/2024\/10\/26\/populacao-lgbtqia-denuncia-mais-casos-de-violencia-no-pais\/","url":"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/2024\/10\/26\/populacao-lgbtqia-denuncia-mais-casos-de-violencia-no-pais\/","name":"Popula\u00e7\u00e3o LGBTQIA+ denuncia mais casos de viol\u00eancia no pa\u00eds - Miradouro Not\u00edcias","isPartOf":{"@id":"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/2024\/10\/26\/populacao-lgbtqia-denuncia-mais-casos-de-violencia-no-pais\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/2024\/10\/26\/populacao-lgbtqia-denuncia-mais-casos-de-violencia-no-pais\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/bandeira_lgbt_0.webp","datePublished":"2024-10-26T15:09:50+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/2024\/10\/26\/populacao-lgbtqia-denuncia-mais-casos-de-violencia-no-pais\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/2024\/10\/26\/populacao-lgbtqia-denuncia-mais-casos-de-violencia-no-pais\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/2024\/10\/26\/populacao-lgbtqia-denuncia-mais-casos-de-violencia-no-pais\/#primaryimage","url":"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/bandeira_lgbt_0.webp","contentUrl":"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/bandeira_lgbt_0.webp","width":1170,"height":700},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/2024\/10\/26\/populacao-lgbtqia-denuncia-mais-casos-de-violencia-no-pais\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Popula\u00e7\u00e3o LGBTQIA+ denuncia mais casos de viol\u00eancia no pa\u00eds"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/#website","url":"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/","name":"Miradouro Not\u00edcias","description":"Informa\u00e7\u00f5es da cidade e regi\u00e3o","publisher":{"@id":"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/#organization","name":"Miradouro Not\u00edcias","url":"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/logomarcamiradouronoticias.png","contentUrl":"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/logomarcamiradouronoticias.png","width":747,"height":263,"caption":"Miradouro Not\u00edcias"},"image":{"@id":"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/#\/schema\/logo\/image\/"}},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/#\/schema\/person\/73440d8c82222950df86f3e1a16aad3b","name":"Cl\u00e1udia Olyver","sameAs":["http:\/\/www.miradouronoticias.com"],"url":"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/author\/claudia\/"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26204","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26204"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26204\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":26206,"href":"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26204\/revisions\/26206"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/26205"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26204"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26204"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/miradouronoticias.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26204"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}