MIRADOURO-MG: CARTA ABERTA À POPULAÇÃO O PACIENTE NÃO TEM QUE SER PACIENTE! A SAÚDE NÃO PODE ESPERAR! BASTA! SE NADA FOR FEITO, A POPULAÇÃO DE MINAS FICARÁ SEM ATENDIMENTO NOS HOSPITAIS!

CARTA ABERTA À POPULAÇÃO
O PACIENTE NÃO TEM QUE SER PACIENTE!
A SAÚDE NÃO PODE ESPERAR!
BASTA!
SE NADA FOR FEITO,
A POPULAÇÃO DE MINAS FICARÁ SEM ATENDIMENTO NOS HOSPITAIS!

Os hospitais filantrópicos são responsáveis por mais de 70% das internações pelo Sistema Único de Saúde
de Minas Gerais. Mesmo com tamanha importância essas instituições enfrentam grande dificuldade
financeira para manter o funcionamento. O dinheiro do Sistema Único de Saúde (SUS) para manter essas
instituições funcionando não é suficiente para cobrir todos os gastos, além disso, o Governo de Minas está
atrasando o repasse financeiro de importantes programas para garantir a assistência à população. Mas, a
Federassantas, entidade que representa as mais de 320 instituições filantrópicas de saúde no estado, está
lutando e trabalhando intensamente para tentar reverter este descaso e despeito em relação ao direito à
saúde do cidadão.
É importante que a população saiba que os atrasos de repasses para o setor hospitalar em Minas Gerais
chegam a aproximadamente 1 bilhão de reais, referentes aos programas essenciais ao atendimento da
população mineira. Veja quais programas estão em aberto e o impacto disso para a população:
O “faz de conta” praticado pelo governo de Minas Gerais coloca o cidadão, já em condição vulnerável, em
completo abandono. Quem está doente, além do agravamento do quadro de saúde, muitas vezes, nem sabe
da chance perdida de recuperação caso o tratamento fosse realizado em tempo e condições adequadas.
Diante disso, as instituições filantrópicas têm mantido suas atividades assistenciais ativas às custas de um
crescente endividamento, na expectativa de uma solução para o descumprimento das obrigações financeiras
pelo Governo de Minas, como, também, da implementação de uma nova política de financiamento que
ofereça remuneração justa paga aos hospitais, que prestam serviço ao SUS.
PRO-HOSP – Tem por objetivo fortalecer a qualificação dos hospitais (como compra de equipamentos,
execução de cirurgias de alta demanda), esse valor compõe o custeio básico do hospital, como pagamento de
funcionários, compra de medicamentos e material hospitalar essencial. Ou seja, o atraso no pagamento vai
dificultar o acesso a cirurgias, às consultas especializadas e outros atendimentos no hospital. Os hospitais
recebem 3 parcelas quadrimestrais e a última paga se refere ao segundo quadrimestre de 2017, ou seja, oito
meses em aberto.
REDE-RESPOSTA – Mantem equipe de médicos especialistas no Pronto Socorro para o atendimento dos
serviços de urgência. O pagamento é realizado mensalmente e a última parcela efetivamente paga foi em
março de 2018, ou seja, mais de 90 dias de atraso. O atraso nos repasses impede que o hospital mantenha o
pagamento em dia aos médicos e, por este motivo, os plantões podem ficar com a equipe incompleta ou até
mesmo serem cancelados.
REDE CEGONHA – Estrutura e organiza a atenção à saúde materna e infantil. O dinheiro do programa deve ser
passado mensalmente para os hospitais que prestam os serviços desse programa, que não é pago desde
janeiro de 2017. São 17 meses em aberto, o que pode dificultar o atendimento às gestantes e, também, para
os atendimentos aos agravos pós-parto.
CAGEP – Casa de Apoio à Gestante e à Puérpera. O dinheiro para esse programa também tem que ser feito
todo mês, mas o último pagamento aconteceu em abril de 2016. A falta de repasse do programa impossibilita
que os hospitais mantenham Casas de apoio à Gestantes, que abrigam mulheres durante o pós-parto e que
moram no interior do estado, mas não têm como se hospedar na cidade onde precisam acompanhar o bebê
internado. O programa atende, também, gestantes de alto risco que precisam ficar no município do hospital
onde estão sendo acompanhadas.
Belo Horizonte, 10 de julho de 2018
GOVERNO DE MINAS,
A SAÚDE DA POPULAÇÃO NÃO É PRIORIDADE?

By: Miradouronoticias.com

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